"...Se um dia eu pudesse ver meu passado inteiro e pudesse parar de chover nos primeiros erros só..."

Eu não teria crescido...
Em uma conversa com uma amiga dia desses, sobre coisas da vida, falávamos de situações que não queríamos ter vivenciado, mas que foram inevitáveis, que envolveram erros e acertos. O que faríamos diferente se pudéssemos voltar atrás em algumas coisas. Entretanto, concordamos que a   maturidade vai se consolidando  principalmente através destas experiências cujos resultados não foram muito satisfatórios, e, mudar uma cena pode alterar toda a história.
A verdade é que aprendi  mais com erros que com acertos, logo, seria outro erro- e agora maior, mudar os circunstâncias do passado, se tivesse o poder de fazê-lo. Foi essa história, a minha, como está escrita até o dia de hoje, que me trouxe até aqui, a esta estatura. Estaturazinha, pois eu sei que que enquanto  viver, vou escolher, experimentar,aprender(ou não) , amadurecer(ou não). Escolher, experimentar,aprender(ou não), amadurecer(ou não)...talvez não necessariamente nesta ordem, e talvez, como já ocorreu muitas vezes, o ciclo não se complete com frequência(crescer e amadurecer principalmente), mas quero sempre " cantar a beleza de ser um eterno aprendiz!"
O belo, no fim das contas, está na adversidade. A adversidade faz dos seres o que eles são. Coisas boas a gente curte, aproveita, como diz minha amiga em seu blog: http://www.baseadonosmeusfatosreais.blogspot.com/ no texto sobre a filosofia do carpe diem:"Colhe o dia, viva o hoje..." Na adversidade, seja paciente, observe, aprenda e cresça. Se porventura não for dessa vez,o crescer, com certeza o teste será numa outra circunstância, e aí, quem sabe? Não TEM QUE SER na primeira lição; cada um tem seu próprio tempo, como diz  o poeta Renato Russo na canção "Tempo Perdido".
Essa frase tola  e clichê "só me arrependo do que não fiz!" é papo de gente imatura...a gente se arrepende sim, o tempo todo! de algo que não devia ter dito, de um ato impensado, de uma expressão mal colocada, de um mal julgamento, de ter comprado uma blusa caríssima que  nem estava precisando...enfim. O que a gente não precisa é se arrepender da nossa história. Se não te agrada ler 'seu livro' como escrito até aqui, uma boa notícia: dá pra modificar as páginas seguintes. Sempre há de haver uma inspiração nova, que você, eu, poderemos utilizar para  nortear nossos escritos futuros. E quem sabe esta concepção de vida mal escrita se modifique, quando puder ver com um olhar amadurecido? Nem irá desejar escrever diferente, vai entender a lição, vai acolher sua história.
Por muito tempo me perguntei o porquê de algumas más circunstâncias  que tive na vida, às quais não dei causa. Pensava: "queria que tivesse sido diferente..." porém hoje, tenho as respostas e por incrível que pareça, sou grata pela experiência que tais circunstâncias me trouxeram. Gosto do que vejo, gosto de quem sou e como a vida me fez. Deus foi muito generoso comigo, pois apesar de respeitar meu  livre arbítrio, ele orientou maior parte de minhas escolhas. É uma questão pessoal, de fé, e por ser fé, não há o que explicar. Nossa história tem autor, co-autor,colaboradores diversos...se olharmos ao redor, saberemos identificar quem são.
Agora que já comprou a tal blusa caríssima, paciência. Escolheu, experimentou...aprendeu? Se aprendeu, da próxima vez vai pensar melhor antes de decidir.
Não?! vai comprar sem poder de novo...
E o ciclo começa outra vez...esse ciclo chamado vida! a ela, um brinde!

Drica Mendes

Comentários

  1. Siiiim faz todo sentido! Para aprender e crescer tem que viver!Tudo certinho e quadradinho, só em comercial de margarina!rsrs...Amei o texto!

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