Na escuridão, a intuição sussurra a verdade



Quando garota, por uma característica física, - meus olhos - carinhosamente recebi o codinome 'Corujinha', dado por um amigo querido.
Não sei ao certo o porquê, acabei desenvolvendo uma curiosidade e um certo fascínio pela espécie. Por todos os caminhos por onde vou, se as percebo, paro, observo e até registro o momento, se possível.  Gosto delas, além de apreciar determinadas peculiaridades dessas belas e excêntricas aves, que exercem sobre mim um encantamento peculiar.
Considerada símbolo da filosofia, atrelada à sabedoria e justiça,  a coruja possui entre outras características,  apurada capacidade de visão e orientação... na escuridão, quando se encontra privada da luz, que tudo revela.
A iluminação nos confere clareza. Onde há luz, não reside a incerteza, torna-se fácil discernir os cenários compostos ao nosso redor na tomada de decisões, ao passo que, tentar distinguir o que está diante de nós quando não há luz, quando não está claro o caminho a seguir, é inquietante e aflitivo.  Entretanto, tal qual a bela ave, ainda que de forma diferente, é possível discernir.
Todos nós, espiritualizados ou não, religiosos ou não,  possuímos o sentido interior chamado: intuição, a que nem todos recorrem: ou por não terem ciência de tal poder em si, ou porque, tão absortos em seus conflito angustiantes e ansiogênicos, não se permitem silenciar...para 'ouvir' o sentido que nos sussura a verdade.
Seja no campo da espiritualidade ou pelo sentido natural, atributo do ser, é possível encontrar a resposta, a clareza na escuridão, e cá entre nós, lá no íntimo, quase todos podemos pesrcrutar o caminho a ser seguido.
Caminhar  perdido e desnorteado é opcional, quando podemos aprender a ouvir o que diz a voz que vem de dentro, e encontrar o "norte" que precisamos, nas circunstâncias desse tudo, chamado vida.

Drica Mendes



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